Quinta-feira, Junho 16, 2005

Mistério

Vinha o jeca. mirou seu cabrunco banhando no riberão. mas pensou, ara que eu vovê se a cajabra que tava mais a junana é de seu cabrunco.
Se chegou perto, e sem cabrunco percebe, deulhe uma encochada que era mais uma encochatada.
O cabrunco num desagradou não, mas era muito era macho e virou e falou, ara jeca, oce ta é mestranhanu? só que quando virou que o jeca achou estranho. o seu cabrunco num tinha trosoba não. o jeca ja é sabia que seu cabrunco era bicho estranho, mas que no sítio não tinha essas coisa de demo, capeta, cusaruim. ara, se até a capivara cícero o pangolin e o morcego jaime tinham piroquinha e o menino surubim tinha pirocão cumé que o cabrunco num tinha nada? E num tinha coisa de muié quinem junana. num tinha é nada.
O cabrunco percebeu que o jeca tava cabrero e se explico, ara jeca, que eu to sabendo da junana e que num fui eu não, e que num te cajabra é coisa de gente da cidade. o jeca num cunhecia cidade não, e sabia que la por la só tinha bicho estranho.
O jeca falo então, ocê num tem pobrema que ocê já é sem cajabra memo.
E fico assim. o jeca num acho o dono da cajabra e o cabrunco se safo fora dessa mas gosto foi da encochatada do jeca que era homi cajabrudo por demais. e só issu.

3 Comments:

Blogger Thais said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

11:53 PM  
Anonymous Anônimo said...

Cruiz Credo!


(comentários anônimos vem sendo feitos por Thaís - leitora assídua e incredula deste blog.)

11:54 PM  
Anonymous Anônimo said...

Contei a estória de um rapaz enlouquecido devagar: o qual não queria
adormecer, por um súbito medo que nele deu, de que de alguma noite
pudesse não saber mais como se acordar outra vez, e no inteiro de seu
sono restasse preso.

11:56 PM  

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